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Crimes cibernéticos custaram R$ 15,3 bilhões no Brasil

Por dia, quase 77 mil internautas brasileiros são vítimas dos cibercriminosos, de acordo com pesquisa realizada pela Norton, em 24 países, entre eles o Brasil. Mundialmente, o custo dos crimes na web é calculado em US$ 144 bilhões/ano.

De acordo ainda com a pesquisa da Norton, divulgada nesta terça-feira, 20/09, na capital paulista, estima-se que aproximadamente 28 milhões de brasileiros foram vítimas, em 2010, dos crimes na Internet. O resultado desses 'ataques virtuais' seria um prejuízo financeiro de R$ 15,3 bilhões.

Ainda de acordo com o estudo, 80% dos brasileiros responderam ter sido vítima de crime cibernético, sendo que 74% desses ataques ocorreram nos últimos 12 meses. Os crimes mais comuns ainda são os vírus de computador e malware, que respondem por 68%. Mas as redes sociais despontam no país de forma significativa: 19% dos crimes foram cometidos nelas, sendo que 45% desses ataques nos últimos 12 meses.

Mensagens de phising ficam com 11%, mas com um incremento de 65% nos últimos 12 meses, até em função da entrada de internautas com menor poder econômico e 'seduzidos' por e-mails apelativos e com propostas mirabolantes para aumentar a renda. O levantamento calculou ainda o tempo que se gasta para tentar solucionar o crime cometido via Internet.No Brasil, a média para tentar resolver o problema é de 11 dias, e na maior parte das vezes, o prejuízo financeiro não é contornado. Mas apenas nessa fase de tentar solucionar a questão, os custos são estimados em R$ 79,5 bilhões.

"O crime cibernético é real. Ele está presente e é muito forte nos países emergentes. O mais incrível é que bastam medidas simples de prevenção para contornar as principais ações dos cibercriminosos", afirmou Adam Palmer, consultor líder de cibersegurança da Norton, que veio ao Brasil, para a divulgação da pesquisa.

"Computadores não cometem crimes. São as pessoas que o cometem e as ações policiais podem rastrear os endereços IPs, mas são as pessoas que devem ser combatidas. O crime está no ser humano", observa Palmer, que trabalha junto à força-tarefa do FBI, polícia norte-americana, que trabalha no combate aos crimes na Internet.

Fonte: Ana Paula Lobo - Convergência Digital

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